terça-feira, 22 de maio de 2012

Dois Coelhos


Edgar tem um plano: ele pretende quebrar o pacto entre políticos corruptos e criminosos, colocando-os um contra o outro. Para isso terá ajuda de Julia. Mas esta não é a única ligação dos dois. Ambos estiveram envolvidos em um terrível acidente. Está é a sinopse de Dois Coelhos, filme brasileiro que será exibido neste sábado pelo Cineclube Opiniões na Filmoteca Acreana às 19h.

Com efeitos especiais, referências da cultura pop, edição rápida e várias cenas de ação, parecem até que fomos remetidos a um filme hollywoodiano. Bebendo da mesma fonte de ação, da violência e do humor de diretores como Quentin Tarantino, o brasileiro Afonso Poyat caminha por um varadouro ainda pouco freqüentado pelos filmes no Brasil: a ação. Normalmente usado em filmes como Tropa de Elite e Cidade de Deus, Poyat consegue trazer a ação para um contexto brasileiro sem cair nos clichês dos “filmes de favela”. A crítica social é feita de uma forma um pouco diferente do que estamos acostumados.

Mas este filme não é uma simples copia das produções americanas. Afonso surpreendeu a crítica (e por que não os telespectadores?) com um roteiro interessante e boas atuações, mostrando que brasileiros também podem fazer ação. E com inteligência. As referências aos videogames, clipes de música e ao mundo pop demonstram isso durante o longa.

PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇA!


QUANDO: Dia 26 de maio (Sábado)

ONDE: Filmoteca Acreana (Anexo Biblioteca Pública)

HORAS: 19h!

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Os Edukadores


Venha pensar e criticar o mundo junto com Jule, Peter e Jan, três jovens que vivem na Alemanha em “Os Edukadores” que será exibido neste sábado, às 19h na Filmoteca Acreana. O filme retrata a história de Jan (Daniel Brühl) e Peter (Stipe Erceg), dois jovens que se autodenominam "Os Edukadores". Rebeldes contemporâneos, eles expressam sua indignação de forma pacífica: invadindo mansões, onde trocam móveis e objetos de lugar e espalham mensagens de protesto. Jule (Julia Jentsch) é a namorada de Peter, que devido a problemas financeiros está saindo de seu apartamento alugado.


Tempos atrás Jule se envolveu em um acidente de carro, que destruiu o automóvel de um rico empresário. Condenada pela justiça, ela precisa pagar um novo carro, o que praticamente faz com que trabalhe apenas para sanar a dívida que possui. Quando Jan conta a ela sobre os Edukadores, Jule insiste em invadir a casa de Hardenberg (Burghart Klaubner), o empresário que a processou. Porém, o plano dá errado, fazendo com que os três jovens precisem sequestrar o rico empresário.

O conflito ideológico entre socialismo e capitalismo que este encontro vai proporcionar fica ainda mais interessante quando o empresário relembra que na década de 60 ele foi, assim como os Edukadores, um jovem revolucionário. A comparação entre gerações, a construção e a desconstrução de utopias fica evidente. O filme é um tapa, não apenas na juventude amortecida de hoje em dia, mas na acomodação dos jovens de outrora. O debate entre socialismo e capitalismo pode parecer datado, mas o embate de ideias para construir um mundo melhor – e quem sabe novas formas de pensar, analisar e criticar - é sempre necessária. E esse é o trunfo dos Edukadores.


PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇA! 

QUANDO: Dia 19 de maio (Sábado)

ONDE: Filmoteca Acreana (Anexo Biblioteca Pública)

HORAS: 19h!

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Como Esquecer


Já dizia Los Hermanos, “Quem sabe o que é ter e perder alguém sente a dor que senti”. É esta a sensação ao nos depararmos com Júlia (Ana Paula Arósio) e a dor pelo fim de seu relacionamento no filme “Como Esquecer”, que será exibido neste sábado às 19h na Filmoteca Acreana.

Júlia é professora de literatura inglesa e não se conforma de ter sido abandonada por sua companheira Antônia depois de 10 anos de relacionamento. Agora, de mal com a vida, ela luta para enfrentar os fantasmas das recordações e para isso vai contar com o apoio do amigo Hugo (Murilo Rosa), um viúvo gay, com quem irá dividir um novo lar e tentar aprender que a vida segue em frente. Se junta aos dois a amiga Lisa, que é abandonada pelo namorado após engravidar. Juntos eles vão ter que enfrentar suas perdas, cada um de sua maneira.
Todos, em algum momento, são ou já foram um pouco Julia. Compartilhamos com ela seu desamparo, angustia e impotência. Da mesma forma nos irritamos com sua incapacidade de superação, mostrada claramente na forma que lida com as investidas da aluna Carmem. Julia é antipática. Chata. Insuportável. Mas não somos todos após sermos abandonados? Mas é quando conhecemos Helena (Arieta Corrêa), uma artista plástica que começa a flertar com Julia, que temos esperanças que o inverno possa um dia ter fim. No final das contas, “Como Esquecer” é um filme sobre amor. Ou a falta dele.

PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇA! 

QUANDO: Dia 12 de Maio (Sábado) 

ONDE: Filmoteca Acreana (Anexo Biblioteca Pública) 

HORAS: 19h!

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Frango com Ameixas


Teerã, 1958. Nasser Ali Khan, o mais célebre dos violinistas, vê seu amado instrumento ser quebrado. Incapaz de achar outro para substituí-lo, a vida sem música lhe parece intolerável. Ele passa seus dias na cama e se afunda cada vez mais em devaneios que vão da sua juventude ao futuro dos seus filhos. No decorrer das semanas que se seguem, e enquanto os pedaços dessa história se encaixam, seu doloroso segredo é revelado, assim como evolui sua decisão de abrir mão da vida pela música e pelo amor. Esse é Frango com Ameixas, mais novo filme de Marjane Satrapi, que o Cineclube Opiniões exibe sábado, 05, na Filmoteca Acreana, a partir das 19h. Veja abaixo as impressões do cineclubista e diretor Teddy Falcão sobre o filme, vencedor da Mostra Internacional de São Paulo.


Frango com Ameixas, por Teddy Falcão 

Sim, essa é uma história de amor. Adianto a você. Mas não é só isso: uma história de amor como nos acostumamos. É o relato dos últimos dias do músico Nasser Ali Khan, um violonista que tem a música como o ar, como a coisa essencial e mais necessária ainda que todas as coisas fundamentais pra viver, pra existir, pra ser um homem, um humano. São os dias desde que ele decidiu morrer. Pelo contrário, a forma que ele pensou pra dar um fim a sua própria vida passa longe de ser um drama, é hilário! Veneno, pra morrer com poesia e melancolia, bala na cabeça pra um suicídio clássico, pular do penhasco, xii! Se jogar na frente do trem, nops, dolorido demais e finalmente, não viver mais e esperar a morte no seu quarto, lhe pareceu a melhor a opção e, a partir daí as suas memórias nos contam os porquês de não valer mais viver.


Todos temos algo porque viver, todos somos passíveis de perdas e desilusões. Todos perdemos a fé, vez ou outra a tristeza é imensa e isso, percebo, é incrivelmente necessário para que possamos seguir adiante pois, o sol que vem depois das tempestades é sempre mais bonito! O protagonista estava diante de todas essas possibilidades tristonhas e não quis seguir em frente. Ele perdeu a única coisa que o fazia querer ir adiante desde que perdera o seu grande amor para orgulho, preconceito e ditadura de um pai. Quando decidiu morrer, casado com dois filhos, estava no auge da infelicidade matrimonial. Nunca prometera amor, tampouco sorria com paixão ou ternura para a mulher que insistia em querer lhe conquistar. Nunca superou a perda do amor juvenil e poético de anos passados. Essa amargura, saudosismo e etc, foi se impregnando, entristecendo e enfurecendo a mulher, pobre mal amada. Ela lhe matou. Numa tarde, ouvira as escondidas ele tocando a musica mais bonita, mais triste, mais encantadora, mais surreal que alguém poderia tocar e, ela sabendo que não era pra ela, lhe tirou a musica quebrando o violino. Ele procurou, procurou, mas não conseguiu um instrumento que lhe deixasse feliz com o som. Foi o fim.


O fim, pra nós cinéfilos, é o inicio do filme que marca de vez a sensibilidade, a ousadia, a arte em exploração profunda de Marjane Satrapi. Assim como já aconteceu com Persépolis - O Filme, quem dirige Frango com Ameixas é a própria quadrinista, em parceria com Vincent Paronnaud - desta vez trocando a animação pelo live-action. Maria De Medeiros, Golshifteh Farahani (Procurando Elly), Isabella Rossellini,Chiara Mastroianni e Jamel Debbouze também estão no elenco. Aqui, o protagonista nos conta como conheceu, viveu e perdeu o amor. As imagens que dão vida ao roteiro da dupla Satrapi e Paronnaud nos fazem respirar fundo, ofegar e suspirar a todo o momento. Christophe Beaucarne comandou a fotografia e, foi sensacional! Há um equilíbrio estético estonteante! O filme é sobre um homem infeliz. É sobre o homem mais feliz que a música poderia fazer. É sobre o quanto não se pode saber sobre o amor. É sobre a união e, mais ainda sobre a separação. O pai não entende. Ele é mal. É criança como a menina, a menina mais bonita. É com o som melancólico e apaixonante do violino que ele alcança o coração dela. Por causa do tempo, do sino, do sinal, da sina que a vida é, viveu a relâmpagos o amor. Frango com ameixas é graça e melancolia. É arte, fotografia e mais ainda poesia! Lágrimas no fim, por causa das coisas que sentimos, não são muito evitáveis. Entende? O filme é bom, muito, muito bom! 

PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇA!


QUANDO: Dia 05 de Maio (Sábado)

ONDE: Filmoteca Acreana (Anexo a Biblioteca Pública)

HORAS: 19 Horas!

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Capitães da Areia




Junte-se a Pedro Bala, Boa-Vida, Gato, Sem-Pernas, Professor e Dorinha pelas ruas de Salvador de 1930. Enfrentando a sorte e as dificuldades dos menores abandonados, esses “meninos perdidos” praticam diversos crimes enquanto tentam sobreviver neste mundo de gente grande. Dos amores encontrados nas esquinas através da prostituta Dalva ate o sonho de ter uma família de Sem Pernas, vamos conhecendo grupo criado por Jorge Amado em “Capitães da Areia” neste sábado, 28, na Filmoteca Acreana em mais uma exibição do Cineclube Opiniões.


Ao contrário de outros grupos espalhados pela cidade, os Capitães da Areia têm um líder, seguem normas e, principalmente, obedecem a um chefe: Pedro Bala. Ele tem o papel de harmonizar, manter a ordem e, de certa maneira, ensiná-los a agir sob certas circunstâncias. Mas uma invasão de varíola na cidade vai trazer uma nova integrante ao grupo, Dora. A garota, que perde seus pais pela doença, torna-se uma espécie de mãe para os pequenos arruaceiros, a primeira capitã de areia do grupo e conquista o coração de Pedro Bala, fazendo-o sonhar pela primeira vez com o amor.

O filme é uma homenagem de Cecília Amado, neta do autor da obra, em comemoração ao centenário de nascimento de Jorge Amado. Este é o primeiro filme da diretora, com um grupo de estrelas também estreantes, vindo de ONGs da Bahia. Por falar em Bahia, é através das ruas de Salvador de 1930 que conhecemos um mundo que está apenas alguns passos de nossa porta. Um mundo que em 1930 ou em 2012, ainda existe e vive na malandragem e sonhos despedaçados dos meninos de rua. 



PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇA!

QUANDO: Dia 28 de Abril (Sábado)

ONDE: Filmoteca Acreana (Anexo a Biblioteca Pública)

HORAS: 19 Horas!

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terça-feira, 20 de março de 2012

Contracorrente



Filme será exibido na próxima sessão do Cineclube Opiniões, dia 24.

Escrito e dirigido por Javier Fuentes-León, o filme Contracorrente já conquistou cerca de 30 prêmios no mundo todo, e foi indicado para representar o Peru na disputa pelo Oscar 2011 de filme estrangeiro, e apesar de não passar nem na primeira fase vem encantando espectadores por onde passa.

No Acre, ele fez parte da programação do Festival Pachamama em 2011 e será exibido no próximo sábado pelo Cineclube Opiniões, às 19h na Filmoteca Acreana.

O filme conta a história de Miguel (Cristian Mercado), um pescador em um povoado no Peru. Quando um companheiro morre, é ele o responsável por cuidar da cerimônia, que segundo a tradição local deve ser assistida por toda a população, ou o espírito ficará vagando pela terra.

No vilarejo encontra-se o forasteiro Santiago (Manolo Cardona), alvo da desconfiança da população e amor secreto de Miguel. Pressionado por Santiago para assumir a relação, Miguel não sabe o que fazer, já que a vila de pescadores é muito conservadora e sua esposa Mariela (Tatiana Astengo) está prestes a dar a luz.

De forma muito sútil e cheia de simbolismo o longa-metragem aborda temas como preconceito, religião, perda e amor. O filme também faz uma homenagem ao Brasil, com referências da novela dos anos 80, “Direito de Nascer”, e do filme “Dona Flor e Seus Dois Maridos”.

Banhado de uma bela direção fotográfica, a produção reúne financiamento de quatro países (Peru, Colômbia, França e Alemanha) e elenco multinacional (Peru, Colômbia, Bolívia). Mas sua identidade eminentemente latino-americana permanece intacta e a incorporação de elementos próprios da cultura local valoriza a obra, tornando-se mais um atrativo para o público.


PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇA!

QUANDO: Dia 24 de Março (Sábado)

LOCAL: Filmoteca Acrena (Anexo Biblioteca Pública)

HORAS: 19h!

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terça-feira, 6 de março de 2012

Cineclube retorna suas atividades com um debate sobre Direitos Autorias


O evento será realizado a partir das 15h no próximo dia 10 na Filmoteca Acreana




Você provavelmente já deve ter ouvido a frase “Pirataria é crime” antes. Mas, também já deve ter, em algum momento, baixado uma música na internet. E quem nunca compartilhou uma foto bonita no Facebook ou tirou Xerox de um livro na universidade? Tem até aqueles que já devem ter freqüentado uma sessão de cineclube. A música, a foto, o livro e o filme estão protegidos pela Lei dos Direitos Autorais. Mas, onde fica a tênue linha entre aproveita um produto e infringir uma lei?

É para discutir um pouco mais sobre essa lei e as possíveis mudanças que ela deveria ser submetida que o Cineclube Opiniões realiza, a partir das 15h, no próximo dia 10 na Filmoteca Acreana a palestra “O Direito do Autor e a sociedade da informação” com professor e advogado Lúcio Braga. “A palestra é dividida em duas partes. Na primeira, exponho sobre as noções fundamentais do direito do autor, o que é, como evolui e principais aspectos da proteção” explica o palestrante. “Já a segunda, vamos examinar criticamente algumas questões atuais, tais como as novas idéias de proteção, movimentos como Copyleft e Creative Commons, ou seja, analisar o direito do autor diante do novo contexto social que se forma na sociedade de informação” comenta Braga.

O debate sobre as mudanças na Lei dos Direitos Autorais já acontece na comunidade cultural há alguns anos, em seus diversos segmentos. Por isso, no dia 25 também está prevista após a palestra, uma mesa redonda com Isaac Ronaltti (Música) e Sérgio Carvalho (Cinema) para saber como a lei influência no trabalho dos artistas, a visão deles sobre as mudanças propostas pelo Ministério da Cultura e os rumos que devem ser tomados a partir dessas modificações.

A programação do evento também conta com a exibição de um vídeo sobre direitos autorais e cineclubismo, realizado pelo Coletivo Pão Com Ovo. E depois de tanta discussão, o Cineclube Opiniões retorna as suas sessões cineclubistas com o filme Noel, o Poeta da Vila.

As Idas e Vindas da Nova Lei dos Direitos Autorais

Em 2010 o Ministério da Cultura realizou uma consulta pública sobre a revisão da Lei dos Direitos Autorais, mas com a posse de Ana de Hollanda como ministra da cultura em 2011, o anteprojeto retornou da casa civil, já que a nova ministra da cultura era contrária às propostas de flexibilização da lei de Direito Autoral defendidas pela gestão anterior. Uma nova consulta foi realizada em 2011, o que gerou ainda mais polêmica entre os diferentes agentes culturais, artistas e donos de distribuidoras. Desde outubro do ano passado, o anteprojeto está sendo analisado pela Casa Civil e não há prazo para ser enviado ao Congresso.

Mesmo assim, o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), propôs uma série de alterações na Lei de Direito Autoral no Projeto de Lei 3133/12, que discute principalmente sobre o uso pessoal e educacional dos produtos culturais. Pela proposta, não constituirá ofensa aos direitos autorais a reprodução, a distribuição e a comunicação ao público de obras intelectuais quando utilizadas para fins educacionais, didáticos, informativos, de pesquisa ou para uso como recursos criativos; e quando “não prejudicar a exploração normal da obra utilizada e não causar prejuízo aos legítimos interesses dos autores, sendo dispensada a prévia autorização e a necessidade de remuneração por parte de quem as utiliza. O projeto aguarda despacho do presidente da Casa, Marco Maia, para ser distribuído às comissões temáticas.

Para maiores informações sobre a modernização da Lei de Direitos Autorais, acessem o site do Ministério da Cultura - MinC.